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Síntese
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O tema livre arbítrio é avaliado nesta obra com base no tratado de Schopenhauer, cujo pensamento foi profundamente influenciado pela metafísica de Aristóteles, considerado um dos fundadores da filosofia. Em sua obra intitulada O Livre Arbítrio, Schopenhauer descortinou gradativamente o conceito de liberdade em todas as suas facetas, desde a sua forma mais imediata que é a ausência de impedimentos físicos, até a sua forma mais complexa que é a ausência de impedimentos morais. No auge de sua análise, conclui que o conceito de liberdade pode ser fruto da capacidade inteligível da consciência humana, que cria a ilusão de liberdade pela possibilidade de formular desejos variados diante de uma situação, acreditando que pode escolher um deles para que se torne resolução e, conseqüentemente, ação. Ou seja, a possibilidade de pensar várias hipóteses de continuidade de uma situação, induz o intelecto humano a acreditar que todas as possibilidades pensadas poderiam ter ocorrido, porém, somente a efetiva continuidade dos fatos é que irá revelar ao intelecto o que realmente aconteceu.
Todo acontecimento ocorre devido a um motivo, estimulador da ação. O fato deste parágrafo estar sendo lido neste momento, se deve a vários motivos que levaram a está ação de leitura. Será possível você lembrar os motivos que o fizeram chegar até este parágrafo?
A faculdade de memorização da consciência humana é considerada como sendo o instrumento do intelecto para construção de desejos, mas os desejos são motivos inteligíveis e se juntam aos motivos sensíveis, que a vontade dispõe para escolher.
Dos motivos que o fizeram chegar até a leitura destas linhas, quais foram os motivos sensíveis, ou seja, percebidos pelos órgãos dos sentidos, e quais foram os motivos inteligíveis, ou seja, os que foram construídos pela faculdade de memória. E para irmos além, quais os motivos que o impelem a continuar ou a interromper a leitura?
Mas a vontade é livre para escolher? Para responder a esta questão será procurado um fio condutor que indique que a vontade segue uma organização própria, chegando a conclusão que o caráter é esse elemento procurado. O caráter é indicado como sendo a própria essência do indivíduo, e considerado imutável, eterno, invariável.
De forma consistente e lógica, argumentos que defendem a existência do livre arbítrio vão sendo analisados e perdem sua validade, fazendo com que o leitor perceba que a liberdade, que antes estava tão evidente, se torne cada vez mais ilusória, até que só reste a possibilidade da pura necessidade das ações. Em um passo mais ousado, apresenta o autor alemão sua convicção da possibilidade de previsão de fatos futuros e para corroborar com esta convicção, é apresentado exemplo da possibilidade de previsão do futuro através de fatos recentes, com base no que foi registrado pela Astróloga e Doutora em Psicologia Liz Greene, natural da Inglaterra, em seu livro "Os Planetas Exteriores e seus Ciclos", onde relata sua previsão sobre o fim da União das Repúblicas Soviéticas, 11 anos antes de sua ocorrência.
Mas podemos dizer que o livre arbítrio não existe? Não, apenas desejamos afirmar que o intelecto não pode afirmar sua existência, apenas sua inexistência, o que fará o leitor repensar seus discursos e os discursos dos outros. Desta forma, desejamos provocar uma visão nova a respeito da realidade, permitindo-nos exercitar o pensamento em busca de explicações racionais que transcendam a lógica atual e nos permitam experimentar novos horizontes para o conhecimento humano, ao invés de sermos envolvidos por uma lógica errônea que nos leva ao entorpecimento de nossa razão.
Santa Teresinha do Menino Jesus, nascida em 1873 em Alençon, na França, entrou para o claustro antes de completar 15 anos, e morreu aos 24 anos vítima de tuberculose. Em suas reflexões durante sua curta vida, chegou ela a conclusão que Deus, como onipotente, onipresente e onisciente, sabia tudo que iria acontecer e, portanto, não poderia haver livre arbítrio. Entre aceitar que Deus sabe o futuro e aceitar que Deus não sabe o futuro, nos dando o livre arbítrio, preferiu ela a opção de que Deus é conhecedor de todos os atos e ações em todo e qualquer tempo, e que era para ela uma bênção se deixar levar para a experimentação do plano de Deus, como uma aventura do ser que não pode conceber com precisão o que experimentará no próximo segundo, mas que, aceitando a continuidade como ordem estabelecida pelo Criador, entrega sua vida, sem angústia, como participante da Criação.
Após vários anos analisando mapas astrológicos, percebendo a ordem com que todos os acontecimentos ocorriam na vida de seus clientes, amigos, parentes e em sua própria vida, chegou o autor deste livro em 1988 a conclusão de que a ordem era a própria ação do Criador, e portanto, dedicou-se a buscar fundamentação para suas conclusões.
Até então não conhecia os escritos de Santa Teresinha, o tratado de Schopenhauer e os pensamentos de Aristóteles, mas esses e outros estudos colaboraram para a consolidação de seu pensamento, apresentado ao leitor nesta obra.
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